As vendas de combustíveis no mercado brasileiro atingiram 51,333 bilhões de litros nos seis primeiros meses do ano, um volume 0,3% maior que os 51,175 bilhões de litros vendidos entre janeiro e junho do ano passado.
O maior responsável pelo crescimento foi o etanol, cujas vendas cresceram 17,7% na mesma base de comparação, passando de 9,101 bilhões de litros no primeiro semestre de 2008 para 10,713 bilhões de litros nos seis primeiros meses deste ano.
"O etanol vai se firmando como o principal combustível do ciclo otto no mercado de combustível veicular. A gasolina vai se tornando um combustível alternativo", disse Edson Silva, superintendente de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O crescimento das vendas de álcool compensou a redução de 4,8% na comercialização de óleo diesel. Enquanto esse combustível teve um volume vendido de 21,755 bilhões de litros no primeiro semestre do ano passado, nesse ano foram comercializados 20,701 bilhões de litros.
Sempre na comparação semestral, as vendas de gasolina A (pura) subiram apenas 0,1%, passando de 9,070 bilhões de litros para 9,077 bilhões de litros. A gasolina C, que já vem misturada com álcool, também teve aumento de 0,1% nas vendas, subindo de 12,094 bilhões de litros para 12,103 bilhões de litros.
Em consequência, o álcool anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C, teve 3,026 bilhões de litros comercializados nos primeiros seis meses deste ano, volume 0,1% maior que os 3,023 bilhões de litros do primeiro semestre do ano passado.
As vendas de álcool hidratado é que puxaram o crescimento do etanol no mercado interno, respondendo por 7,688 bilhões de litros entre janeiro e junho deste ano, 26,5% a mais que os 6,078 bilhões de litros de igual período de 2008.
Fonte: globo.com
Fiat 147 foi o primeiro modelo movido a álcool combustível.
Tecnologia evoluiu com chegada dos motores flex há seis anos.
Em julho de 1979, a Fiat lançou no mercado nacional o primeiro carro movido a álcool combustível. O compacto Fiat 147 chegou às concessionárias quatro meses depois que os 16 primeiros postos de combustível começaram a receber o álcool combustível.
O Fiat 147 álcool foi produzido na unidade da montadora em Betim entre 1979 e 1987. Ao todo, foram vendidas aproximadamente 120.500 mil unidades. A relação custo-benefício do então novo combustível foi bem aceita, uma vez que o preço do álcool era 50% mais baixo que o da gasolina. Com um motor 1.3, o carro era mais potente e apresentava menor emissão de poluentes.
Hoje, três décadas depois, a tecnologia evoluiu com a criação dos motores bicombustíveis que já representam 88% das vendas de automóveis e comerciais leves no país.
Fonte: globo.com
Com as vendas de caminhões em queda contínua desde o início da crise econômica mundial, em setembro de 2008, o Ministério da Fazenda anunciou nessa segunda-feira (8) a redução de 9,6% no preço médio do diesel nos postos de abastecimento. O novo valor entra em vigor já a partir desta terça-feira (9). A gasolina, por sua vez, terá uma redução de 4,5%, mas a medida vale apenas para as refinarias e o efeito não será sentido pelo consumidor por conta do aumento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), imposto que vem acompanhado nos preços dos combustíveis.
O preço do diesel nas refinarias também passará por uma redução de 15% a fim de incentivar ainda mais o mercado de caminhões, que sofre com a falta de frete no país. Segundo o ministro da Fazendo, Guido Mantega, na redução do preço do combustível subsidiado pelo governo já consta o aumento na mistura de biodiesel, que sobe de 3% para 4% em julho. Ainda de acordo com Mantega, o valor extra angariado pelo CIDE será repassado aos municípios e estados. "É mais uma medida anticrise", afirmou o político à Agência Estado.
Com o aumento da alíquota do CIDE, a cada litro de gasolina injetado no tanque o consumidor pagará R$ 0,23 de imposto, o que representa um aumento de R$ 0,04 em relação à taxa anterior - essa elevação, porém, não chegará no bolso do consumidor, segundo Mantega, já que o preço da gasolina foi diminuído em 4,5% nas refinarias. O mesmo aumento vale para quem abastece seu veículo com diesel, que agora desembolsa R$ 0,07 de tributo a cada litro de combustível. Novamente a queda do valor deve equilibrar o preço final.
A Fiat Automóveis do Brasil alcançou nesta semana a produção de dez milhões de carros em sua unidade produtiva em Betim (MG). Inaugurada em 1976, a fábrica da marca italiana iniciou suas atividades no país com o compacto 147, aposentado em 1986. Atualmente, a fabricante produz em sua fábrica mineira 15 modelos em mais de cem versões diferentes destinados ao mercado interno e para exportação.
Em 1977, um ano após o início das atividades em Betim, a Fiat somou 63 756 unidades do 147 produzidas. Em 2008, a linha de montagem atingiu a produção de 713 248 veículos, recorde da marca em seus 33 anos de atuação no país. A atual média diária de produção da fábrica em Minas Gerais é de 2 800 carros.